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title: &quot;A gestão de riscos para prevenção de perdas no varejo&quot;
url: https://glaucodiniz.com.br/2017/01/05/gestao-de-riscos-para-prevencao-de-perdas-no-varejo/
author: turbogdd
date: 2017-01-05T16:21:45-03:00
categories: [Uncategorized]
tags: [gestão, Glauco Diniz Duarte, perdas, prevenção, riscos, varejo]
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# A gestão de riscos para prevenção de perdas no varejo

[![glauco-diniz-duarte-155-300x200](http://glaucodiniz.com.br/wp-content/uploads/2017/01/glauco-diniz-duarte-155-300x200.jpg)](http://glaucodiniz.com.br/wp-content/uploads/2017/01/glauco-diniz-duarte-155.jpg)Glauco Diniz Duarte De acordo com o empresário Glauco Diniz Duarte, pelo menos nos últimos 12 anos o mercado varejista tem dado uma atenção maior a gestão de riscos para prevenção de perdas no varejo, e não deveria ser diferente, as perdas representam bilhões de reais jogados no lixo.

 Glauco diz que segundo o levantamento da ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), o faturamento das 120 maiores empresas do varejo cresceu 5,2% em 2015, para R$ 444 bilhões, neste sentido temos um índice de mais de R$ 10 bilhões em perdas no ano.

 Há muitos anos a gestão de riscos para prevenção de perdas no varejo tem possibilitado um conhecimento do panorama de perdas em toda a cadeia produtiva e a real noção do tamanho do problema.

 A partir desse momento os varejistas se deram conta de que algo deveria ser mudado.

 Nos últimos anos, destaca Glauco, com o aumento da oferta de bens de consumo e do índice de perdas, houve o surgimento da política de Gestão de Riscos, que tem como principal objetivo conhecer e apontar ameaças internas e externas às quais as empresas podem estar expostas.

 A partir daí é possível implantar uma Política de Prevenção de Perdas.  
 Essas políticas são baseadas em princípios e práticas gerenciais de segurança para tomada de decisões estratégicas.

 Sabemos que todas as empresas apresentam vulnerabilidades capazes de produzir impactos negativos, contudo elas podem ser combatidas. O papel da Gestão de Riscos é identificar e quantificar esses riscos.

 CAUSAS DAS PERDAS  
 1. Furtos Externos: realizados por pessoas que entram nas lojas se passando por clientes com o objetivo de furtar produtos, sem fazer mal a terceiros.

 2. Furtos Internos: realizados por colaboradores que, normalmente, usufruem da confiança e furtam bens, valores e mercadorias da empresa.

 3. Erros Administrativos: revelam erros causados por digitações erradas de notas fiscais, registros inadequados nos sistemas, mas em geral não são erros intencionais.

 4. Fornecedores: Praticadas em geral por fraudes e/ou situações onde os fornecedores estão diretamente envolvidos com as perdas.

 5. Quebra Operacional: relacionadas a produtos vencidos ou impróprios para consumo, como latas, frutas e verduras amassadas.

 6. Erros de Inventário: estão relacionados a erros de contagem em geral, tanto no momento do inventário, quanto no registro das informações nos sistemas.

 7. Outros Ajustes: estão relacionados a ajustes que não podem ser identificados, tanto suas causas, como ajustes de períodos anteriores.  
 Estas informações são extremamente ricas, pois ajudam os gestores a concentrarem seus esforços nas causas para mitiga-las no dia a dia da operação.

 CONTRIBUIÇÃO DA ADVOCACIA NA GESTÃO DE RISCOS E PREVENÇÃO DE PERDAS  
 Glauco diz que o estudo de Cenário de Risco na Prevenção de Perdas mostra que é fundamental para qualquer varejista apurar qual a sua estimativa de perda aceitável.

 Mesmo investindo em metodologias, tecnologias e treinamentos que trazem os recursos necessários às boas práticas administrativas, e com colaboradores aptos para trabalhar de forma preventiva, ainda assim, sempre existirão fatores geradores de perdas.

 Diante desta realidade, o advogado tem papel fundamental ao lado do empresário, pois traz o olhar jurídico para a Gestão de Riscos, apoiando as áreas operacionais, auxiliando na prevenção de perdas, minimizando ameaças, orientando na implantação de metodologias e sistemas.

 Seu papel é assegurar que tudo esteja dentro dos limites legais, diminuindo o risco de demandas judiciais e evitando maiores perdas financeiras.

 A legislação no Brasil é implacável quanto a erros considerados de alto risco para os consumidores, como produtos vencidos, que dá à fiscalização poder de polícia que pode ordenar a prisão imediata do diretor/gerente de loja.

 Além disto, há situações onde a os autos de infração tornam-se um problema constante, caso o varejista não ataque imediatamente suas causas, as multas acontecerão mais cedo ou mais tarde, trazendo prejuízos financeiros não previstos.